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As medrosas de São Paulo

por Percival Puggina em 16 de fevereiro de 2006

Resumo: A resposta ao artigo do Dr. Cícero Harada foi uma das formas daquilo que Aristóteles analisou com o título de “Refutações sofísticas”: o debatedor ataca o que não foi dito para dar impressão de que está contestando o que de fato foi afirmado e é irrefutável.

© 2006 MidiaSemMascara.org

Especial para o MÍDIA SEM MÁSCARA – Venho acompanhando com interesse a polêmica criada em torno de um artigo combatendo o aborto, escrito pelo Dr. Cícero Harada, procurador do Estado de São Paulo, em veículo da seccional da OAB naquele Estado. Afirmo que a polêmica foi criada porque, de fato, ela não teria como brotar do irretocável texto do Dr. Harada. A resposta que ele recebeu da Dra. Heleieth Saffiotti foi uma das muitas formas daquilo que Aristóteles analisou com o título de “Refutações sofísticas”: o debatedor ataca o que não foi dito para dar impressão de que está contestando o que de fato foi afirmado e é irrefutável.

Diante de tão evidente manobra – muito comum, aliás, tanto no debate político quanto no debate acadêmico ideologizado – ficou claro, para mim, que a referida doutora agia com motivações políticas. Cabia-lhe a tarefa de criar um caso. Fez tanto barulho que até um surdo acabaria descobrindo de onde ele vinha.

O Dr. Cícero Harada, com tranqüilidade e elegância, propôs um debate sobre o tema do abortamento voluntário. Nem pensar! A parada seria dura demais. A doutora não queria pensar, queria zoar. E foi assim que, lá pelas tantas, no meio do auê formado, quatro amigas advogadas escreveram uma espécie da carta aberta intitulada “Eu tenho medo”, no qual desfiam um rosário de fobias incapazes de espantar, seja uma criança, seja um filósofo em pleno uso de suas faculdades mentais. Só para dar uma palhinha das causas dos tremeliques que as acometem: elas afirmam ter medo, inclusive, quando a OAB/SP “realiza uma missa de Natal com um proeminente representante do conservadorismo da Igreja Católica, o padre Marcelo, no ginásio Ibirapuera”. Ou seja: têm medo da OAB/SP, têm medo de missa, têm medo de debater, têm medo de toda divergência. Pois é, vampiro foge de crucifixo e as doutoras sentem calafrios ideológicos quando vêm o padre Marcelo.

Foi ali, naquele escrito, que se evidenciou por que a doutora e as amigas batem panelas. Elas agiam tendo em vista o direito de matar os frutos da própria sexualidade. Não encontraram argumentos. Já que cobriam o tema da campanha da OAB com a burka da defesa do aborto, resolveram esconder o debate do aborto e meter a burka da campanha de oposição à eleição da OAB/SP.

Cronologia do debate

1) “O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o Aborto”

2) Réplica da Dra. Heleieth Saffioti

3) Tréplica de Cícero Harada

4) “Eu tenho medo”

5) Manifestação da Dra. Gisela Zilsch

6) As medrosas de São Paulo

7) Advogadas medrosas

Comentários»

1. Edson Araujo Silva - novembro 25, 2008

Sem precisar ir muito longe, sabemos que o medo é sempre aquele obstáculo que temos em torno do que desconhecemos. E este assunto é um fato tão importante para a humanidade, que não podemos deixar que ele seja tratado por qualquer pessoa que o ignore, e o desconheça e ainda, menospreze o conhecimento dos outros. No mínimo, precisamos ter humildade para debater, até que cheguemos a mostrar o porque que estamos debatendo.Falar deste assunto é pra pessoas, dotadas da vida, não abortadas, e que são Estado e são Igreja…que besteirolas! destas mulheres…

2. salomao torres - janeiro 4, 2009

Faltou relacionar só um medo, o mais importante: Medo de matar crianças inocentes.


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